Exposição Corpo e Virtualidade 2017

Exposição Corpo e Virtualidade 2017

Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os dias sete e nove de março de 2017, ocorreu o renomado “Simpósio Internacional: Subjetividade e Cultura Virtual”, que nesse ano teve como tema: O Corpo e a virtualidade, promovido pela pós graduação de Psicologia da PUC Minas e da UFMG. Esse, teve como objetivo a discussão interdisciplinar entre pesquisadores, nacionais e internacionais, acerca dos impactos da cultura digital nas relações atuais, com enfoque no corpo.

O evento conteve, além de inúmeras pessoas de diferentes campos de estudo, uma programação com mesas-redondas interdisciplinares, conferências, lançamento de livros e apresentações artísticas . Essas apresentações foram uma Exposição do Corpo e Virtualidade, entre os artistas que participaram nesta mostra estão alunos e professores do grupo 1maginári0s, e a seguir segue um video contendo pouco sobre cada obra.

 

 

 

Esboço Mapas do Acaso – Experiência Compartilhada

Esboço Mapas do Acaso – Experiência Compartilhada

No dia 29 de agosto, aconteceu uma mostra do projeto de pesquisa do pesquisador Leo Souza em conjunto com o aluno da UFMG, Marcelo Padovani. Leonardo explicou acerca da obra:

”Com o intuito de investigar a criação de um dispositivo que potencializa o audiovisual na improvisação cênica, criamos o Improvr. Durante cenas teatrais improvisadas, um aparelho de Virtual Reality – Realidade Aumentada –, voltado para os espectadores, dá acesso à imersão em espaçotemporalidades alternativas durante as cenas, abrindo uma gama de possibilidades com imagens relacionadas a cada improvisação.

Na diegese da improvisação, acompanhamos o dia a dia de um casal e sua relação com uma terceira pessoa. À presença de desejos contidos, vemos as relações do trio se refazerem, levando a uma recomposição de casais. Então o Improvr, mesclado à dramaturgia da cena, possibilita imergir na nas camadas subjetivas das personagens, nas imagens ocultas dos seus desejos, ampliando a experiência com o não revelado nas cenas.”.

A seguir seguem as fotos do evento tiradas por Raquel Carneiro:

Foto Raquel Carneiro-0516 Foto Raquel Carneiro-1030 Foto Raquel Carneiro-1886 Foto Raquel Carneiro-8181 Foto Raquel Carneiro-8195 Foto Raquel Carneiro-0578 Foto Raquel Carneiro-0543 Foto Raquel Carneiro-0660 Foto Raquel Carneiro-0534Foto Raquel Carneiro-0697

II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

O Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônico (GEDEL), no dia 7 de Julho de 2017, ofereceu em parceria comem parceria com a Escola Judicial do TRT3, PRUNART-UFMG (Programa de Apoio às Relações de Trabalho e à Administração da Justiça), IRIS (Instituto de Referência em Internet e Sociedade), GNET/UFMG (Grupo de Estudos Internacionais de Propriedade Intelectual, Internet e Inovação), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e AMAT (Associação Mineira dos Advogados Trabalhistas), na modalidade presencial, a II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos –  GEDEL: Democracia e Direito no contexto do Big Data, da Inteligência Artificial e da Linguagem Maquinal (Link para ppt).

A oficina foi ministrada pelo Desembargador do TRT 3ª Região, José Eduardo de Resende Chaves Júnior, pelo Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais, Francisco Carlos Marinhopelo Cientista da Computação, Leonardo da Silva Souzapelo Engenheiro Agrônomo, Carlos Barbieri e pelo Professor das cadeiras de Informação e Contrainformação do MBA em Gestão de Negócios da Faculdade Unimed, Cláudio Andrade Rego.

Link para o video da Oficina.

II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônico (GEDEL), no dia 7 de julho de 2017, oferecerá em parceria comem parceria com a Escola Judicial do TRT3, PRUNART-UFMG (Programa de Apoio às Relações de Trabalho e à Administração da Justiça), IRIS (Instituto de Referência em Internet e Sociedade), GNET/UFMG (Grupo de Estudos Internacionais de Propriedade Intelectual, Internet e Inovação), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e AMAT (Associação Mineira dos Advogados Trabalhistas), na modalidade presencial, a II Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos –  GEDEL: Democracia e Direito no contexto do Big Data, da Inteligência Artificial e da Linguagem Maquinal .

A oficina vai ser ministrada pelo Desembargador do TRT 3ª Região, José Eduardo de Resende Chaves Júnior, pelo Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais, Francisco Carlos Marinho, pelo Cientista da Computação, Leonardo da Silva Souza, pelo Engenheiro Agrônomo, Carlos Barbieri e pelo Professor das cadeiras de Informação e Contrainformação do MBA em Gestão de Negócios da Faculdade Unimed, Cláudio Andrade Rego.

Local: Auditório do TRT-MG (Avenida Getúlio Vargas, 225 – 10º andar – Funcionários – BH/MG)

Para conferir um pouco sobre o primeiro encontro: Link

I Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

I Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos

O Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônico (GEDEL), no dia 31 de março de 2017, ofereceu em parceria comem parceria com a Escola Judicial do TRT3, PRUNART-UFMG (Programa de Apoio às Relações de Trabalho e à Administração da Justiça), IRIS (Instituto de Referência em Internet e Sociedade), GNET/UFMG (Grupo de Estudos Internacionais de Propriedade Intelectual, Internet e Inovação), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e AMAT (Associação Mineira dos Advogados Trabalhistas), na modalidade presencial, a I Oficina do Grupo de Estudos sobre Justiça e Direito Eletrônicos –  GEDEL: Democracia e Direito no contexto do Big Data, da Inteligência Artificial e da Linguagem Maquinal (Link para ppt).

A oficina foi ministrada pelo Professor Adjunto de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, Fabrício Bertini Pasquot Polido, pelo Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais, Francisco Carlos Marinho e por meio de videoconferência, o Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Beja, em Portugal, Manuel Davi Masseno. Em conjunto com esses também participaram os pesquisadores e professores da Universidade Federal de Minas Gerais Leonardo Souza e Virgílio Vasconcelos.

Link para o video da Oficina.

 

Alternativa PEC 55/2016 (pec do fim do mundo)

Achei por bem, publicar uma carta de meu Pai sobre a PEC 55/2016. Acredito que este espaço do 1maginari0 é também para imaginar que sempre existe uma saída, e que a imposição de qualquer medida é um ato de falta de criatividade e diálogo. (Profa. Marília Bergamo)

ALTERNATIVIDADE À PEC nº. 55/2016

Pedro Bergamo[1]

Os teores deste texto cumprem se voltar, já ao seu início, para agradecer e elogiar pessoas que buscam alternativa à impositividade da “Proposta de Emenda à Constituição nº. 55/2016” (antiga 241), o que não dispensa que estes mesmos teores sejam de antemão entrevistos na condição até paradoxal de se obrigarem a ser ousados e, ao mesmo tempo, adentrarem modéstia que lhes é subsumidamente imprescindível.

Trata-se de antever a possibilidade de existir alternativa menos injusta e mais democraticamente viável e, por isso, ser procedentemente encaminhada na perspectiva de chegar a uma inarredável correção do déficit fiscal que está a ocorrer não apenas no âmbito nacional da federação.

Tem-se em vista resolver um problema que cumpre ser, não só “percebido a partir da sua interioridade”, por força de ele coincidir com o padecimento das suas próprias consequências junto à esmagadora maioria da população, mas também e diversamente, de este mesmo padecimento estar “perceptível a partir da sua exterioridade” e antes mesmo de acontecer.

No âmbito do problema em foco, entenda-se “percebido a partir da sua interioridade” como a inevitabilidade de padecer, maximamente inclusive, a custosidade daquela correção; por sua vez, “perceptível a partir da sua exterioridade” urge ser entendido como padecer minimamente tal custosidade, à conta de direitos atrelados a ocupações estáveis e razoavelmente remuneradas no contexto nacional das relações de trabalho.

Em outros termos, há uma esmagadora proporção dos brasileiros cujas rendas se encontram mais “político-economicamente compressíveis” (“PEC”), por força de restar absolutamente impossível resolver a concernente indefensabilidade, inclusive ao se ter em conta a materialidade do intercâmbio orgânico entre metabolismo humano e natureza livre; entretanto há outra proporção, peculiarmente minoritária, cujas rendas são mais “político-economicamente incompressíveis” (PEI), o que tem coincidido com a questão nacionalmente já paradigmática da insustentabilidade também coletiva.

Conforme o título, em epígrafe, trata-se de propor alternativa à “Proposta de Emenda à Constituição nº. 55/2016”, cujo entendimento cabe ser crítico-teoricamente admitido como “Proposta de Economia Política”, esta a veladamente se impor como questão constitucional, ou seja, a reduzir esta questão às especificidades da economia política.

Todavia, o que efetivamente está em jogo é a falta de uma explicitação do que já está redundantemente institucionalizado e que nunca é efetivado, ou seja, uma “Proposta de Governo para Todos” (PGT).

Já esta PGT tem tido probabilidade mínima de ocorrer enquanto práxis político-institucional, porque não tem ultrapassado um “faz de conta”, este suprassumido enquanto mera abstração político-institucional.

Por isso, a alternatividade ora em proposição cumpre compor uma PGT, mesmo que esta composição tenha que provir do exterior da político-institucionalidade e, para tanto, contar com propositores cujo intercâmbio orgânico entre metabolismo humano e natureza livre detenha perspectiva de estar de antemão garantido. Para tanto, os propositores poderiam – teriam, em rigor – que provir daquela proporção, peculiarmente minoritária, cujas rendas têm sido mais “político-economicamente incompressíveis” (PEI).

Por sua vez, esta procedência estaria de antemão pouco ou nada efetivável na perspectiva de adesão universal, caso presumisse estrita e/ou excludente benevolência dos sujeitos a serem envolvidos. Contrariamente, a viabilidade corporativa da proposta, ora a estar aventada, passa a entrar em consideração, ao menos isto, desde que seja interpretável como potencialmente conciliadora de sociabilidade com interesse.

Indo-se, então, ao “Nó Górdio” do encaminhamento daquele problema enquanto perceptível tão somente a partir da sua exterioridade, urge ter em vista que a PEC nº. 55/2016 está com a impropriedade da sua institucionalização em apregoado andamento, enquanto há alternativa de antemão já institucionalizada, ou seja, recorrer a “determinado Empréstimo Compulsório” – determinado, porque precisa escudar-se em interesse por “padecer” a pertinente compulsoriedade. Entretanto, a institucionalização em foco já adentrou justificada fama de acabar em tributo, o que implica na imprescindível saída de esta conversão jamais vir a ocorrer.

Graças àquele interesse e por força de incidir na saída em foco, torna-se político-institucionalmente viável reduzir, em predefinida proporção, a despesa corrente junto à totalidade dos dependentes de rendas que provêm dos cofres públicos da União, ou seja, de tributos.

Assim, a viabilidade dessa redução de rendas mais “político-economicamente incompressíveis” (PEI) passa a deter, também, a oportunidade de ser imediata e/ou mediatamente compensada, inclusive em excesso, por força de que a redução em apreço há de adentrar a garantia de ser de antemão convertida em investimento à base de títulos públicos, além de, neste caso, ser projetada na perspectiva de vir a beneficiar-se da contingência de que o atual montante do endividamento público persistirá instável, com tendência a aumentar, isto por conta das pertinentes relações com os mercados, sobremaneira com os financeiros (doméstico e internacional), tendo-se em vista as recorrentes variações da taxa de câmbio e as intervenções do Banco Central pró-controle da taxa de inflação.

Adicionalmente, se a emissão dos títulos públicos tiver que ser inevitável em razão de queda na orçada previsão de receitas, emiti-los à conta de tal “Proposta de Governo para Todos” (PGT), irá representar, pelo menos a prazo curto e médio, não ter que efetivar, nestes mesmos prazos, proporção da despesa e esta mesma proporção representar – não propriamente equivaler – igual obtenção de receita.

Paralelamente, as fontes desse (ora aventado) “investimento compulsório” de uma proporção das rendas obtidas dos cofres públicos – rendas estas a serem parcialmente reduzidas em razão de que se tornou imprescindível corrigir o desequilíbrio fiscal da União – poderiam vir a enxergar e a ser estimuladas no sentido de cooperar com esta mesma correção, desde que lhes seja de antemão formalizado o compromisso de reduzir, por condicionado que isto precise ser, essa proporção das rendas a serem investidas, ou mesmo, de antecipar o fim da obrigatoriedade do investimento em apreço. Já esta antecipação cumprirá ser projetada, à medida que futuras e sucessivas conjunturas passem a assinalar, à base de sinopses sócio-político-econômicas, reversão do desequilíbrio fiscal no seu próprio “complexo de complexos”. Entrementes, uma induzida expansão da quantidade de títulos públicos em mãos de “investidores compulsórios” tenderá a influenciar, não só as condições da oferta primária destes títulos, como também poderá se constituir, no concernente mercado, em novo e quiçá não desprezível vetor dentre os que são considerados junto ao Banco Central para determinar a taxa básica de juros.

Apesar de ser até supérfluo e, assim mesmo, relevante, tal encaminhamento de alternatividade à PEC nº. 55/2016 precisará contar com uma peculiarmente esclarecida liderança político-institucional, esta a deter algo assemelhado àquela que projetou JK no cenário nacional, porém, sem alhear-se, por inconsciente que isto esteja a prevalecer, ao apoio de uma equipe de planejamento como aquela que possibilitou a “saída mineira” da crise pós-1929.

Por fim, cabe concluir que, preferencialmente, a liderança em foco deva emergir do mundo acadêmico, sobremaneira dos quadros da pós-graduação stricto sensu, cuja aparente omissão frente aos seus institucionalizados privilégios venha a reverter-se em ameaça, talvez não apenas nesta, quanto a continuarem assim omissos. Ao contrário, oxalá tal liderança resulte na fomentação de surpreendente e inovador voluntariado em favor da acima conjeturada PGT!

 

Nota final: a fonte autoral desta proposta solicita a benvindos leitores que sejam relevados alguns possíveis deslizes no recurso à tecnicidade de categorias há décadas não mais utilizadas e das quais precisou se valer, dado o afogadilho da elaboração do presente texto, em tempo útil.

[1] Graduação em Economia pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1969), mestrado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (1972) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (1990), com Pós-doutorado em Filosofia da Educação pela UNICAMP (2008). Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – DF, IPEA, Brasil (1972-1995). Atualmente é professor pesquisador da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB – Barreiras). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Desenvolvimento Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: apropriação do excedente e sustentabilidade também coletiva. Mediador do Grupo de Pesquisa-Ação CONSER/FASB e pesquisador do Grupo de Pesquisa-Ação: Formação de Professores e Práxis Educativo-Coletiva (DGP/CNPq – UEPB/FASB) http://lattes.cnpq.br/6177795591005642

#15 ARTE E TECNOLOGIA (UFMG)

#15 ARTE E TECNOLOGIA (UFMG)

Este ano o #15 Arte e Tecnologia contou com uma presença significativa de alunos e professores da UFMG. Essa presença além de demonstrar a qualidade individual do trabalho dos participantes mostra como a área de Arte e Tecnologia vem crescendo dentro da Escola de Belas Artes e Escola de Música da UFMG. Neste post procuro colocar um apanhado geral do que ocorreu no evento com fotos, resumos e poster dos trabalhos.

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Na imagem da esquerda para direita, Professora Marília Bergamo, Graduanda Maria Paula Carvalho, Professora Graziela Andrade e Graduando e Artista Digital Marcelo Padovani.

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Da esquerda para direita, graduando e artista digital Marcelo Padovani e doutorando de música Leandro Pereira de Souza.

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Da esquerda para Direita, Marilia, Leandro, Marcos Coutinho, Marcelo, Graziela e Angélica

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Professora Angélica Beatriz, apresentou no dia 04/10 na mesa Sonoridades e Dispositivos afetivos. Com o trabalho – Uso artístico de objetos técnicos concretos: motores, mídias analógicas e controladores computacionais

Máquinas industriais introduzem mudanças sensíveis e práticas no cotidiano de seus usuários. Enquanto a indústria destaca o caráter prático e utilitário, artistas se esforçam por revelar aspectos sensíveis da máquina, da eficiência ao erro, incluindo a experiência de habitar um mundo pleno de mediações automáticas. O uso artístico de objetos técnicos concretos não se restringe a um tipo específico de mecanismo, por isso o artigo aborda funcionamentos automáticos como motores, mídias analógicas e controladores computacionais. Com isso se pretende mostrar como cada tipo de mecanismo de origem industrial se abre ao jogo de reorientação de seus funcionamentos para uma atuação não utilitária, ligada à sensibilidade de nossa época. Nesse jogo, medem forças e colaboram a vontade do artista e a intencionalidade aparente presente nos automatismos da máquina.

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Graduando em artes digitais Marcelo Padovani, com apresentação de poster digital.

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Professora Graziela Andrade e Graduanda Maria Paula Carvalho apresentando trabalhos.

Dia 04/10 Maria Paula Carvalho apresenta na mesa Investigações, ilusões e imaginários o trabalho em conjunto com Graziela Andrade DANÇA DE GAIA: uma proposta de movimento interativo para a Teogonia de Hesíodo

Trata-se de um relato de experiência, do ponto de vista da dança, da participação no projeto Utilização de câmeras 3D para a animação de personagens de recorte. A proposta de interação entre som, imagem e movimento por vias da utilização de dois diferentes softwares, partiu da narrativa do mito da Teogonia de Hesíodo, dividida em distintos atos. Foi determinada uma relação causal entre os elementos da interação e, no que tange à criação de  movimentos, aqui se apresenta uma breve análise do processo com fundamentação em Rudolf Laban.

Dia 06/10 na Mesa Contexto e Conceitos Artísticos de Graziela Andrade e Jalver Bethônico IMAGEM RASTRO: Uma experimentação entre som, imagem e dança

Investiga-se os relacionamentos entre corpo, imagem e som fundamentados em articulações teóricas e em seus desdobramentos prático-artísticos. No presente trabalho, desenvolvido em uma disciplina dos cursos de Dança e do CAAD (EBA-UFMG), refletimos sobre a cadeia de transduções, justaposições e sobreposições de elementos na qual, diante de interferências recíprocas, se produz um resultado multissígnico: uma trilha musical e uma imagem, que são a soma dos registros de seguidas improvisações de duplas de bailarinos e músicos. Tal imagem resultante da captura dos movimentos pelo Kinect, é personagem e rastro, memória destituída dos gestos de músicos e bailarinos que se faz evidente mediando som, corpo, presente e passado.

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Professora Marília Bergamo, apresentou dia 05/10 na mesa Interatividade, gamearte e Hqtrônica o trabalho criado em conjunto com o Prof. Chico Marinho Tecnologia e Delicadeza: estratégias da simplicidade cotidiana na geração de resultados estéticos complexos.

Em arte computacional, a potencialidade e grandiosidade da tecnologia algumas vezes inibe e ofusca a busca pela simplicidade. Assim também se apresenta a poesia. Na arte generativa, entretanto, códigos sintéticos de extrema simplicidade produzem, às vezes ao modo da natureza, resultados complexos esteticamente relevantes. Este artigo procura refletir, e cometer algumas heresias científicas em prol de digressões poéticas de Manoel de Barros, pensar sobre o fazer da arte tecnológica de obras tecnicamente simples nas quais o nível de informação se desdobra em complexidade crescente durante a interação ou em sua gênese. Obras que usam poucos recursos de códigos e circuitos eletrônicos simples e delicados envolvendo uma lógica estética que foca os pequenos significados conduzindo produção dos sentidos para uma estratégia da delicadeza e da simplicidade às vezes pueril e cotidiana. Código e poesia são escrituras de grandezas do ínfimo.

No dia 06/10 na Mesa Do it yourself / Do it with others o doutorando Leandro P. de Souza apresenta o trabalho
Transnarrativa: do mito, do gesto, da música  ao código em conjunto com Chico Marinho e Marcos Coutinho.

A pesquisa intitulada de “UTILIZACAO DE CÂMERAS 3D PARA A ANIMACAO DE PERSONAGENS DE RECORTE” realizada pelo grupo “1maginári0: poéticas computacionais” com auxílio da FAPEMIG teve como objetivo desenvolver e explorar recursos de captura de movimentos 3D para uso em personagens não figurativos a partir de narrativas gestuais. Focamos desenvolver personagens procedurais construídos a partir dos dados obtidos em tempo real que recriam narrativas mitológicas a partir do gesto. Como exemplo de mito escolhemos um trecho do poema “Teogonia”de Hesíodo que narra a relação entre Urano e Gaia.  Abordamos a cadeia de leituras,mito, gesto, música e código, como ressignificações e ligações multimodaistransnarrativas desde o mito até o código passando pelo gesto, pela música, e pela dança.

Marcos Coutinho apresentou o trabalho individual Sobre o meio, a linguagem e a matéria artística digital

O meio ou o suporte e as linguagens, que são utilizados para o registro e  para a expressão_seja de ideias, de sentimentos, de objetos e de fenômenos_ afetam e são afetados, indelevelmente,  “pelo o quê se está representando” e “ pelo como e onde o está se executando”. Analisando a mudança/evolução que tais suportes e que  suas respectivas linguagens sofreram no decorrer da história da humanidade, constata-se a sua crescente transmutação caminhando cada vez mais em direção a uma dimensão conceitual, mental, sutil e arquetípica, até chegar à mídia eletrônica computacional que sustenta o que nomina-se, aqui , de “matéria digital”.  Conceitua-se, então, como sendo “matéria artística digital” o rearranjo dos números 0 e 1  em harmonias lógico matemáticas registradas e dispostas no tempo, tomando substância em interfaces específicas e expressando conteúdos estéticos próprios.

Projeto Teogonia

Projeto Teogonia

O poema mitológico “Genealogia dos Deuses”, escrito por Hesíodo, mostra como o universo surgiu a partir do caos, e, deu origem a vida. Esse poema foi o escolhido para protagonizar o projeto, coordenado pelo professor Francisco Marinho, com o objetivo de unir duas vertentes: artes digitais e cinema de animação.

             Dessa forma, como no mito cosmogônico, ainda estaria no vazio essa junção entre arte digital e cinema de animação. A partir desse projeto percebe-se o resgate desta união, dando origem a novos caminhos para as duas áreas. Através da performance artística, que se comunica com a animação e a musicalidade, o projeto cria uma proposta de arte que representa bem o poema escolhido.

            Foram feitas três interpretações sobre o poema, através de animações, cada qual produzida por um artista do grupo de pesquisa do 1maginari0s, Marcos André Penna Coutinho, Alessandro Ribeiro e Italo Travenzoli. Primeiramente eles estabeleceram a ordem dos atos, que no total se contam nove, e assim cada qual fez um storyboard, para depois começar a produzir a animação. Eles utilizaram da linguagem processing, uma linguagem de programação voltada para artistas, e uma de suas bibliotecas, a J4K, anteriormente já pesquisada pelo aluno Flavio Haueisen, para capturar os movimentos através do kinnect e passá-los para o código. As imagens foram todas produzidas a partir das ferramentas do processing, cada artista tendo tido um olhar diferente sob o poema, como o Alessandro que baseou sua obra numa molécula de DNA, pelo surgimento da vida.

Animação pelo professor Alessandro Ribeiro
Animação Interativa pelo professor Alessandro Ribeiro

                A parte musical foi criada por Leandro Souza, doutorando de música na UFMG, que produziu sons para cada cena, e, para os movimentos mais bruscos. Um dos sons utilizados, por exemplo, foi o tilintar de sinos na cena em que Cronos ,nasce dando assim um tom mais austero a essa cena. A partir desses detalhes ele conseguiu diferenciar bem os momentos para o espectador da proposta. Ele utilizou de uma linguagem chamada Pure Data (PD), que é uma linguagem visual de programação voltada para a música, e com ela conseguiu conectar as cenas aos sons anteriormente produzidos.

              A performance artística foi executada por Maria Paula Ferreira Carvalho, estudante de dança na UFMG, que para cada animação fez uma coreografia diferenciada. Primeiramente, a partir de sua interpretação do poema, juntamente com Leandro, ela criou alguns movimentos bases, e levando em conta que cada uma das animações respondia de forma diferente a seus movimentos, ela desenvolveu movimentos diferentes para cada uma.

Performance da aluna Maria Paula
Performance da aluna Maria Paula

              Esse projeto, ao unir essas duas vertentes do curso, em junção da performance e da musicalidade, consegue levar o espectador a vivenciar uma nova experiência da história do poema. A partir da interpretação que os artistas deram a ele, tanto no visual, quanto no musical, é possível vivenciar a origem do mundo, contado pelos gregos, de forma pictórica.

Agenciamento estético em arte generativa

Texto produzido por Francisco Marinho e Marília Bergamo para o Evento 14o. Encontro Internacional de Arte e Tecnologia: #14.ART: Arte e Desenvolvimento Humano. Universidade de Aveiro Portugal 7-11 de Outubro de 2015.

Resumo

Algumas obras de arte generativa, consideradas nesse artigo, constituem sistemas complexos evolutivos capes de interação a sistemas culturais diversos. Ou seja, a arte generativa pode se tornar uma mediação de cunho estético que articula agentes diversos como o homem, sistemas culturais específicos e agentes tecno-computacionais. A relação que se forma entre os diversos agentes gera o conceito de agenciamento estético complexo. Quando em interação, com os agentes estando realmente acoplados, pessoas e obras se transforma em agentes potenciais de um sistema mais amplo que pode ser percebido como um novo estado. Em uma relação como esta o conceito de submissão de um sistema a outro se constitui em perda de diversidade e consequente aumento de entropia. Portanto, este artigo se propões a discutir o conceito de agenciamento da arte generativa interativa. A partir da definição dos conceitos da potencialidade de agentes humanos e compuacionais estéticos é possível identificar características dessa relação em algumas obras de arte generativa. Os modelos de aência acabam por apresentar as potencias e restrições de uma obra em relação à outra.

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Do elemento autônomo à composição autônoma

Artigo de autoria de Francisco Carlos de Carvalho MarinhoMarília Bergamo publicado no periódico Texto Digital.

Resumo

O artigo discute como os modelos computacionais autorreguláveis possuem autonomia na construção de sua própria composição visual. A partir do conceito de abstração, que inicia o processo de autonomia para o elemento compositivo, o texto percorre modelos computacionais matemáticos e autorreguláveis geradores de imagens buscando associar este conceito de autonomia à própria imagem. O texto também apresenta alguns trabalhos do grupo 1maginari0: Poéticas Computacionais, que exemplificam o argumento teórico apresentado. O artigo defende a diferença entre imagem matemática e imagem autorregulável. A primeira não apresenta autonomia, por se tratar de combinações aleatórias de previsibilidade distinguíveis. Por outro lado, a segunda é autônoma, pois ao elemento compositivo são incorporados conceitos de autossustentação, reprodução e mutação, que permitem ao corpo virtual do elemento uma forma de intencionalidade de sobrevivência em um ambiente não determinístico. Assim, as composições são geradas da própria imagem, e não de um agente externo ao sistema da própria composição, colocando em discussão o papel do artista enquanto produtor desses modelos de imagem.

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