História

O laboratório de Arte Computacional, hoje localizado na sala 329 no terceiro andar da Escola de Belas Artes, é um espaço de Ensino, Pesquisa e Extensão que estende sua constituição física de sala e equipamentos que esta contém. O laboratório de Arte Computacional possui um histórico de formação diretamente associado ao grupo de pesquisa 1maginari01 fundado deste 2008. O grupo atuava no antigo laboratório de Multimídia da Escola de Belas Artes em colaboração com o Professor Heitor Capuzzo, na época responssável por ceder espaço para o trabalho do grupo. E hoje ele abriga uma lista de materiais que pertencem à Fundação Rodrigo Melo Franco e existe uma política planejada para a doação de uma parte desses equipamentos da fundação para a UFMG.   

A pesquisa e prática na área de Arte Computacional do 1maginari0, teve seu primeiro trabalho interdisciplinar durante no 38o Festival de Inverno da UFMG, em julho de 2006. Neste evento, reuniram-se vários professores e artistas no intuito de criar colaborativamente a primeira versão do Palavrador. O palavrador nasceu como um ambiente poético imaginário e foi concebido e implementado com um conjunto de ideias e atividades coletivas. Os autores tinham experiências na área de arte, literatura e ciência da computação. O ambiente virtual do Palavrador foi concebido como um jogo dinâmico com imagens em movimento e um discurso profundo sobre poética. O Palavrador era uma estrutura de software e ganhou em 2006 o Premio de Poesia Digital da Cidade de Vinarós na Catalunha, na categoria de arte-software.

Considerando a Arte Computacional como tecnologias da computação para a produção de arte como, dentre outras: a análise de sistemas, construção de software/hardware e o uso de equipamentos digitais diversificados. O uso destas tecnologias produz conteúdos formais, imagéticos, sonoros e literários que são simbioses entre artistas, computadores e o ambientes de inserção/apresentação. As fronteiras de delimitação do que é Arte Computacional são tênues, mas a participação ativa da computação de dados é um elemento central que une as várias áreas que constituem esta prática. Consequentemente, o grupo acabou por investir em diversas práticas e linhas de pesquisa.  

As ações do grupo, e a participação ativa dos professores da pesquisadores na área de arte computacional garantiram a presença do curso de graduação em Artes Digitais em conjunto com a antiga habilitação em Cinema de Animação do curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFMG. O novo curso, então nomeado de Cinema de Animação e Artes Digitais, está agora em seu terceiro ano. Desde então, o grupo tem se mobilizado para garantir uma produção interna de Arte Digital que seja capaz de apresentar questionamentos e gerar pesquisa, como apoio ao próprio curso.